20 Julho, 2007...5:53 pm

(mini)Entrevista com Colin Hay

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Ele foi líder de uma das maiores bandas dos anos 80 e comecinho dos 90, emplacou vários hits, lançou disco gravado ao vivo no Brasil Colin Haye quase ninguém por aqui sequer sabe o nome dele. Já o da sua banda, a australiana Men At Work, remete quase que instantaneamente a um riffzinho dançante de guitarra.

Eu participei, em outubro de 2004, de uma entrevista coletiva com o cantor Colin Hay, quando ele veio ao Brasil para uma turnê solo. Selecionei aqui algumas (poucas) perguntas que eu tenho quase certeza que fui eu que fiz (…!), em que ele conta sobre como seu show começou a se misturar um pouco com uma stand-up comedy. E acreditem, ele realmente é um cara engraçado.

Você é conhecido por seu bom humor, por ser uma pessoa engraçada. O que isso representa pra você, o que significa na sua vida?

É mais interessante pra mim… Quando o Men at Work acabou e fui chutado das grandes gravadoras, eu comecei a fazer shows acústicos lá em Melbourne para poucas pessoas, umas 4, 5 pessoas. Isto poderia ser deprimente, mas ao invés disso comecei a contar piadas pra me divertir. Aí isso cresceu e se tornou o foco do show, não foi planejado, às vezes as coisas simplesmente acontecem.

Por que você decidiu regravar músicas do Men at Work em seu novo trabalho?

Essa é uma boa pergunta… Porque há alguns anos, eu estava regravando algumas dessas músicas em versões acústicas, para um projeto que acabou não rolando, não aconteceu. Mas aí esse selo, que lançou o Men at Work, o Compass, se interessou e me perguntou se eu consideraria gravar músicas da banda. Foi meio que como uma ferramenta de marketing, porque ninguém ouvia falar de mim há quinze anos, lancei CD’s solo que passaram praticamente despercebidos. Regravar, fazer retrospectiva, é uma estratégia de marketing.

E por que não tem nesse CD Into My Life, um sucesso da sua carreira solo?

Eu esqueci! Ela não fez tanto sucesso nos EUA, esqueci que tinha feito sucesso aqui. Nem gosto tanto dessa música.

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